"É só isso, não tem mais jeito. Acabou, boa sorte, não tenho o que dizer são só palavras e o que eu sinto não mudará."
Que sensação é essa? Sensação de etapa cumprida. Quem diria que isso um dia ainda ia acabar, passou tão devagar, mas tão rápido. A rotina de ver os amigos todos os dias acabou, de chegar na escola e assistir 6 ou 10 aulas também. Aquela agonia de pensar "nossa, minha primeira aula é literatura" ou, "hoje tem duas aulas de geografia", ou "nossa, meu dia começa com duas de matemática logo cedo" foi-se. E agora estamos entrando em uma nova fase, universitários. Mas é difícil pensar que entramos de férias, e que ano que vem não seremos mais alunos do Santa Marina, sempre quando entrarmos lá, será apenas como visitantes.
Com certeza essa vida de Santa Marina ficará na lembrança de todos, desde os que estudaram lá a vida inteira, até os que só fizeram só o ensino médio.
Quem nunca reclamou de barulho de construção naquela escola, acabava uma, começava outra... Quem nunca fugiu da tia Ercilia (Dona Ercilia na escuta). Quem nunca teve vontade de pular na piscina mesmo sabendo que bate no joelho, ou no meu caso, na testa.
Sabe, foram momentos lá que não tem como serem apagados. Passamos mais tempo na escola nesse terceiro ano, do que em nossa casa. 3 dias a tarde, ninguém aguentava mais. A pressão dos professores, dos pais, da direção. Quantas vezes não fomos para escola no piloto automático por não aguentar mais.
Quem um dia irá se esquecer dos clipes na aula do Sillas; do "titiiiiiiiiu" do Zuzo, ou do "eu vou ter que falar &%$#@*!%&*% pra vocês pararem?"; das várias cortadas da Margarida e do "vamos polvo"; dos "jovens" da Tânia e do "eu gosto é de GUERRA!"; do "ei você de camisa branca, vira pra frente" do Walter, ou até mesmo das provas que acabavam com nossos dias, que faziam a gente ficar com raiva e o cacete a quatro; da "aula dada, aula estudada" do Levi ou até mesmo do "vocês não estão estudando em casa". O São Genaro inesquecível da Yara; a física da Moniquete; os roteiros da Andréa, ou para alguns, Déinha. O "bom dia senhores" do Guilherme. Das inúmeras broncas da Elisete, e de como ela não conseguia ficar brava com a Vitor. E dos inúmeros professores que andaram no nosso caminho contribuindo para a o que somos hoje.
Saímos da nossa segunda casa, onde sempre tivemos certeza de uma segurança, mas se "fomos mandados embora" é porque acreditam que estamos preparados, podemos até achar que não, mas somos capazes de seguir em frente agora sem nenhuma mão nos guiando.
E que o sonho de todos se realize, muita sorte. Para alguns, fé. E vamos em frente.
Obrigada por tudo.
Valeu terceiro ano, foi demais.