terça-feira, 15 de novembro de 2011

Incondicional

Não tem como descrever a sensação de tocar as suas mãos, de ficar segurando-as até você se cansar. Sei que não sou mais a Bruna há muito tempo, mas eu sei quem foi, e quem é a senhora. E tenho orgulho. Mulher batalhadora, conseguiu criar 10 filhos, cuidou ainda dos netos, fazia aquela comida que dizem ser maravilhosa, eu, infelizmente, não tive o prazer de gravar o gosto, mas posso imaginá-lo. Poder ouvir "Luiza", a tal da "Maria Chiquinha" e "Beijinho Doce" com você, e ver tamanha concentração. Ouvir um "eu te amo" mesmo que só falado, faz o coração apertar. Infelizmente não me recordo de muita coisa, mas de uma coisa eu tenho certeza, foram bons momentos, não podia deixar de esquecer o "estou entalada" e você indo me salvar na privada, altas aventuras, rs. O desespero que causei com a minha sobrancelha, bem no momento em que estava a maior confusão, deste a senhora não se lembra, né?
Me desculpe se eu ia visitar a senhora obrigada, realmente, e tempos depois ainda não aprendi, né... Me desculpe, mas atualmente não consigo encarar isso de frente, quem dera poder ser forte que nem a senhora, sempre fraquejo. Procuro não levar tamanha infelicidade a alguém que só merece ser feliz, quer dizer, uma pessoa tão boa que ser feliz e ter saúde são as melhores recompensas. Ainda não ouvi, e acho que nem existe, risada mais gostosa, da vontade de rir junto. Aquele abraço, eu juro, deu vontade de não largar mais. Aquele beijo babado, mas o mais delicioso. Espero poder ouvir esse "rãrãrã" mais um tempo, porque eu tenho certeza de que ainda não estou preparada.